sábado, 20 de fevereiro de 2010

Quando menor, achava que meu vô era um velho teimoso e irritante. Minha vó, amável e fiel, com sua paciência de Jó, sempre o aturava sem mais lamentações, acreditava que aquilo era o certo a se fazer, já que fez juras de lealdade no altar, porém pra mim, aquilo mais parecia uma penitência eterna.
Essas amolações me incomodavam. Eu sempre a defendia, mas só em pensamento, afinal: "em briga de marido e mulher, não se mete a colher", como ela mesma sempre dizia e eu sempre obedecia.
O tempo passou e eu nunca imaginei que fosse me tornar igual a ele. Aos 20 poucos anos, já sou ranzinza que só vendo, criador de conspirações, onde eu sou o rei da verdade.
Agora eu me pergunto, se isso é hereditário, imitação prestigiosa ou se é coisa da idade.
A única diferença entre mim e ele, se encontra na minha capacidade de admitir que eu sou assim, pelo menos por enquanto.

2 comentários:

Caraíba disse...

S2

Joaquim disse...

Já é um bom começo... Sinal de evolução.