segunda-feira, 24 de agosto de 2009

E eu acho que foi assim...

E assim ocorreu... foi num dia que ninguem se lembra, não porque foi um dia não bom... mas porque foi um dia que as pessoas olharam e disseram que foi como qualquer outro. Como qualquer outro... talvez um "menos um dia da semana" ou "ufa"... mas eu estava lá, eu acho... as Nuvens caminhavam pelo Céu a poupar o Sol de ver nosso desprezo pelas flores, e a querer chorar por ver nosso descaso com os Ventos. Um Raio dourado penetrou pela janela do meu quarto e invadiu meu coração, me trouxe uma idéia clara, diáfana, bela, rara. Me encheu de Luz. Assim, um Raio me deixou feliz e, era Ele, dourado sim. Meu coração agora já não batia, mas sim pulsava energia contemplativa. E fui embora. Foi quando a fuligem das idéias mal concatenadas golpeou meu coração, chorei. Reergui-me em alguns dias, e no meu coração as fuligens nunca mais entrarão. Hoje os Pássaros não cantam mais pra mim, mas para todos os corações que estão dispostos a amá-los sem os sonegar ou privá-los de amar.

domingo, 19 de julho de 2009

segunda-feira, 29 de junho de 2009

gambiarra

O mesmo fogo que alumiou o céu estrelado, que indicava a festa da mãe santíssima daquele povoado, incandesceu os tristes olhos cintilantes daquele menino barrigudinho do interior do sertão baiano.
As luzes da gambiarra tornavam visível o que era impossível enxergar nas noites cálidas sem festejo. Agora, durante o dia e a noite, todos podiam contemplar com clareza as rachaduras daquele solo castigado. As orações, daquele povo devoto, pareciam ter sido ainda mais reforçadas, porém, ainda não se sabe o motivo para tanto clamor. Talvez seja o fato da santinha milagrosa prometer enviar chuva pros próximos dias, segundo as palavras do pároco local, ou talvez pelo simples fato da realidade, agora, ser exposta 24 horas por dia, graças a luzes da gambiarra.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

terça-feira, 9 de junho de 2009

esfarrapado/a

Encontrei o amor da minha vida, isso faz dois meses. Fiz juras secretas e silenciosas, as quais somente eu pude ouvir. Não foi recíproco, nunca soube o que ela tinha a dizer. Encontrei uma outra que a substituísse, que me fizesse companhia até o fim dos meus dias, afinal, já tenho 20 e poucos anos e não quero ser um trintão em busca d’alma gêmea. Assim, foi-se a segunda, prontamente busco a primeira e me entrego de amores. Logo menos a segunda também há de me desejar e vice-versa, porém é mais fácil crer no versa. Não suporto mais tamanha solidão. Mas o pior de tudo isso é ter que viver numa sociedade monogâmica. Não, não, pior mesmo é achar que eu posso ter as duas.

sábado, 16 de maio de 2009

fiapos

Selvagem ou moleque vadio sem modos, assim me sinto comendo uma manga sem faca. Dentes e uma única mão bastam. Assim, sinto o prazer em devorar aquele sulco carnoso que remonta a infância na roça. Ahhh, como é bom ser selvagem, moleque vadio sem modos.

Um fio dental, por favor!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Do método de trabalho

Talha,
Retalha,
Amassa
E rasga.

Escreve,
Descreve,
Reescreve
E risca.

Faz e
Refaz.

Teima em ser capaz
E por fim termina.